domingo, 4 de novembro de 2012

O Processo de Escolha de Oficiais

“Procura dentre o povo homens capazes, tementes a deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza, e põe-nos sobre eles por chefes... Para qie julguem este povo...” (Ex 18. 21-22)

Hoje iremos receber as cédulas para indicação de nomes para a eleição de oficiais que acontecerá em assembleia no terceiro domingo de novembro, às 09 horas. Por isso transcrevo este texto de Estudos Bíblicos sobre oficiais - Servos de Cristo a serviço da Igreja.

“A escolha de lideres e oficiais quer entre o povo de Israel, quer na Igreja Primitiva, tinha princípios e critérios bem definidos pelo Senhor. Em alguns casos a escolha era direta, em outros, indireta. No primeiro caso a escolha era feita por Deus sem a participação do povo; no segundo, também era Deus quem escolhia, mas com a particpação do seu povo. Em ambos, haviam pré-requisitos a serem observados.

Isto é, desenvolvido numa combinação harmoniosa entre dignidade e cortesia, independência e humildade, disciplina e amor.

Desde os primórdios da história do povo de Israel, Deus tem escolhido, chamado, levantado e usado homens, como líderes do seu povo. Para libertar o povo de Israel e conduzi-lo à terra de Canaã, chamou e usou Moisés, depois Josué. Mais tarde chama, capacita e usa os profetas, os juízes, mais tarde os apóstolos, posteriormente a Igreja, e, para o aperfeiçoamento desta, pastores, mestres, evangelistas, presbíteros, diáconos, etc. (Ef 4. 11).

É importante observarmos que é Deus mesmo quem escolhe, chama e capacita para o trabalho. Deus não usa homens desqualificados e despreparados; mas qualifica e prepara aqueles a quem chama. Outro detalhe a ser observado é que Deus não chama e nem usa desocupados, Ele sempre chama para líderes do seu povo e da sua Igreja aqueles que estão no trabalho. Já observamos acima que Deus chama e constitui líderes àqueles que possuem requisitos para a liderança. Tais requisitos, são encontrados na Palavra de Deus. Foram (e devem ser) requeridos dos auxiliares de Moisés, de Josué, na substituição do Rei Saul (I Sm 16. 1-13), na escolha dos diáconos (At 6. 1-3), na escolha de presbíteros (Tt 1. 5-9).

A igreja precisa dé líderes. A “nossa” igreja está envolvida num processo para eleição de dois presbíteros e quatro diáconos.

Sabedores de que é Deus quem deve escolher, conforme vemos em Sua Palavra, devemos ORAR, pedindo ao Senhor que nos oriente, nos dê discernimento, e nos faça ver claramente a sua vontade, as virtudes que devem estar presentes na vida dos escolhidos e que os qualificam para a liderança da Igreja de Cristo.

Quando estudamos o livro de Atos e as Epístolas Pastorais, verificamos que a Igreja Primitiva, por várias vezes, se viu envolvida em processos de escolhas de diáconos, presbíteros, e outros líderes, sempre observando as intruções quanto as qualificações dos homens que deveriam ser escolhidos para a liderança.

A Igreja do Senhor não deve, e não pode, eleger oficiais e líderes em geral, sem antes ORAR, colocando o processo diante do Senhor e pedindo discernimento no que diz respeito as qualificações que devem possuir aqueles que estarão sendo exemplo como líderes do povo de Deus.”

“Então propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado justo, e Matias. E orando disseram: Tu, Senhor, que conheces o Coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério...” (Atos 1. 23-25).


Igreja Presbiteriana de Manhumirim. Presbíteros e Diáconos: Servos de Cristo a serviço da Igreja. In. Estudos Bíblicos sobre oficiais da Igreja. Manhumirim, 2012, p. 4-5

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